sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Sempre lutei contra a timidez e ela sempre me perseguindo. Ela o cachorro, eu o osso. Ela o velho tarado, eu a guriazinha. Ela o jogador de futebol famoso, eu a loira. Seria uma atração fatal, exceto pelo fato de eu não querer ser atraída por ela. Mas ela me vence pelo cansaço. Minha timidez é estranha. Eu sou uma tímida que não sou tímida. No fundo, eu não sou tímida...mas eu sou, dá pra entender?
A timidez é algo que faz sofrer, que faz as pessoas terem referências erradas de você. Ser tachada de cheia, metida e antissocial é algo bastante comum entre as tímidas. Inclusive eu já julguei pessoas assim, sem saber que elas eram exatamente como eu. Nós escondemos justamente o que queremos mostrar. Até hoje, depois de vários divãs, não sei se ela é um distúrbio, uma condição ou até um charme. Por que, não? Talvez, falte força de vontade, mas creio que poucas pessoas são tímidas porque querem. Você não acorda pensando “Deus, me torne hoje um poço de timidez”. As coisas não funcionam assim. E ela aumenta em condições nada proprícias. Por exemplo frases como “discurso, discurso!”, “não precisa ficar vermelha” agravam o problema. Em situações críticas até cantar um parabéns faz você sentir a pior das criaturas, mesmo que ainda faltem 10 meses pro seu aniversário.
O fato é que a sociedade tem dificuldade em aceitar a timidez como uma característica, nem boa, nem ruim, mas que difere alguém do todo. Você pode ser linda, feia, alta, baixa, inteligente, extrovertida, loira, morena e por que não tímida? Atrapalha? Sim, atrapalha. Mas atrapalharia muito menos se as pessoas respeitassem as pessoas por serem assim tão diferentes (e charmosas, tá?).

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