Diz Oswaldo Montenegro “é peixe quando a luz do misticismo se transforma na procura do princípio e da razão”. São claras as opiniões sobre os piscianos, envoltos em seu misticismo buscam encontrar explicações para a vida. De fato, isso é verdade. Buscamos razões e as mudamos de hora em hora. Contrariamos os fatos, investigamos boatos. Somos incansáveis, queremos saber de tudo a todo momento. Um misticismo que não se confunde com religião. Aliás esta que vive na pauta das minhas indagações, sem que me prenda a essa ou aquela ideologia religiosa. Pelo contrário, quero descobrir a verdade de todas, nas suas mais diversas maneiras. Isso me faz crer, mas também me torna uma descrente tão confessa que chego a me assustar. Me assusto porque busco a razão em Deus, em seres mágicos, no além. Me assusto porque ao mesmo tempo que acredito no divino, me aproximo tanto do profano. Me assusto porque creio tanto no simples acontecer, sem fórmulas, sem raciocínios e busco, ao mesmo tempo, teorias lógicas. Me assusto, porque sonho acordar e descobrir que há razão para se acreditar tanto em Deus, mas durmo querendo rezar e me descubro tão cheia de dúvidas quanto à veracidade da oração. Sou assim tão incógnita, tão crente, tão descrente, mas de toda sorte humana.
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