
Os padrões de beleza
Aquela senhora acabou com o meu dia. Acabou mesmo. Queria sumir. Por mais pequena que fosse não conseguia desaparecer naquele momento. Lá estava ela, naquele dia fatídico, comentando minha baixa estatura. Logo ela que tinha menos de 1,50 m. Talvez fosse mais tolerável ouvir de um gigante que eu fosse baixinha, mas ouvir de um pigmeu, doia demais!!!! E assim fui suportando entre altos e baixos (muito mais baixos) que eu era baixinha. Até o dia que pensei “basta, essa é minha altura e pronto”. Apesar de ter crescido muito pouco, resolvi assumir minha estatura. Dificilmente me verão equilibradas em saltos altíssimos ou nos ombros do namorado. Não, eu não sirvo pra isso. Sou uma baixinha compacta e pronto. Até vejo vantagens nisso: minhas pernas viajam tranquilas e felizes no carro apertado, minhas calças não parecem emprestadas da irmã mais nova, ocupo qualquer espaço, não apareço com a cabeça cortada nas fotos, não me incomodam para pegar objetos em prateleiras superiores ou trocar uma lâmpada, fortaleço a panturrilha toda vez que necessito ficar nas pontas dos pés e por aí vai.
Pronto, de posse de todos os atributos e vantagens da vida compacta, apresento agora outro lado de não ser padrão. Não sou magra, minhas pernas e meus braços evidenciam bem essa questão. Não sou obesa, meu IMC é menor que 30. Não sou gorda. Meu IMC destaca um peso saudável. Não sou padrão, porque não me encaixo no estereótipo dito como bacana para o grande público. Sei que dificilmente terei perna fina, barriga chapada, braço fortalecido. Sei que se comer além da conta engordo e sei que se comer menos dificilmente emagreço. Sei que nas minhas crises de ansiedade ataco a comida e que no choro soluçado não consigo engolir. Sei que ainda encontrarei calças e blusas que não se adaptarão ao meu corpo em todas as suas partes, mas sei que posso ser feliz assim. Sei, acima de tudo que o padrão nem sempre é o melhor, que o grande barato é ser diferente e se aceitar diferente. E para não ousarem mencionar que sou tão radical, só digo uma coisinha: só seguirei o padrão imposto, quando ele se chamar FELICIDADE.
Pronto, de posse de todos os atributos e vantagens da vida compacta, apresento agora outro lado de não ser padrão. Não sou magra, minhas pernas e meus braços evidenciam bem essa questão. Não sou obesa, meu IMC é menor que 30. Não sou gorda. Meu IMC destaca um peso saudável. Não sou padrão, porque não me encaixo no estereótipo dito como bacana para o grande público. Sei que dificilmente terei perna fina, barriga chapada, braço fortalecido. Sei que se comer além da conta engordo e sei que se comer menos dificilmente emagreço. Sei que nas minhas crises de ansiedade ataco a comida e que no choro soluçado não consigo engolir. Sei que ainda encontrarei calças e blusas que não se adaptarão ao meu corpo em todas as suas partes, mas sei que posso ser feliz assim. Sei, acima de tudo que o padrão nem sempre é o melhor, que o grande barato é ser diferente e se aceitar diferente. E para não ousarem mencionar que sou tão radical, só digo uma coisinha: só seguirei o padrão imposto, quando ele se chamar FELICIDADE.
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