segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Amor à primeira vista

Ei, você aí? Já amou à primeira vista? Acredita ser possível? Uma certa experiência de vida (cof, cof) faz a gente desconfiar destes grandes anúncios da humanidade: amor à primeira vista, princípe encantado, alma gêmea etc. Acredito no amor, mas não acredito em fórmulas prontas, em tampas que se encaixam em panelas perdidas (ou seria o contrário?). Não quero dizer com isso que não acredito no amor. Acredito sim e muito. Mas acredito que ele é muito mais fruto do respeito mútuo, da compreensão, do companheirismo e do diálogo. Não acredito que ele venha pronto, embrulhado pra presente. Acredito que passamos por vários departamentos até encontrar o presente ideal. Quantos presentinhos de grego tivemos em nossa adolescência, paixonites não resolvidas, paixões platônicas. Às vezes temos a sorte de encontrar assim de primeira, mas convenhamos é bastante incomum. Seja de primeira, segunda ou terceira, o importante é que encontramos quando assim desejamos, quando estamos abertas e quando não procuramos. É como a minha tesourinha de unha (bleh) perdida. Procurei durante anos (sério mesmo, anos) e nunca encontrei. No dia que desisti de procurar, lá estava ela linda e prateada dentro do meu guarda-roupa. Deixei que a tesourinha me encontrasse e assim que o amor acontece...ele te encontra por aí em alguma esquina, no supermercado, no banco, no trabalho, no cinema...e amor não te encontra pronto, perfeito, acabado...o acabado não começa, porque já terminou...o amor acontece quando sentimos a leveza da vida, quando deixamos acontecer, quando nos despreocupamos, quando percebemos que amar só vale a pena quando existir comprometimento e ele não acontece naquele momento, naquela hora, naquele lugar...ele acontece a cada dia, à primeira, à segunda, a todas as vistas possíveis.

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