terça-feira, 31 de agosto de 2010

A espera...

A vida de uma mulher pode ser definida por uma palavra: espera...Ela espera semanas para a entrevista de emprego, meses para o filho nascer, anos para o cabelo crescer e muitas vezes a vida pro fulano ligar. Sim, porque eles têm o dom de nos fazer esperar e reclamam quando demoramos uns minutinhos (tudo bem, horas) para nos arrumarmos...Veja a história da Cláudia...alguma semelhança?
Ele prometeu que ligaria.
1° dia, mão inquietas. Manicure por água abaixo. Isso não vai prestar. Telefone toca. Corre. Atende. É sua mãe. Corre de novo. Atende de novo. O chefe. Corre. Tropeça. Bate o mindinho. Aiiiii.Atende.
- Estamos oferecendo à senhora um novo serviço de crédito. Estaremos enviando o seu cartão em até 30 dias.
"Crédito, crédito, crédito é a mãe", pensou Cláudia.
2° dia. O telfone toca. 8 da noite. Atende.
- Ana! Como vai amiga?
Ela não acreditava, o telefone estava funcionando. Se o telefone estava funcionando, então o problema era com...o problema era com ela? Mas por quê?
- Mau hálito? Minha roupa? Será que estava vulgar? Pouco feminina? Chata? Feia? Não, nunca ninguém me disse que era feia.
3° dia. 9 da noite. Nada.
- Se ele não ligar em 10 segundos eu ligo. Não, se ele não ligar até o proximo intervalo comercial eu ligo e digo umas boas verdades. Ora me deixar esperando!
- Alô, Antonio?! Esperei você ligar. Imagino que esteja ocupado. Sei como é, nos dias atuais...
- Claudinha, minha querida, realmente ando muito ocupado. Não é nada com voce...é o trabalho, muito trabalho...
-Eu entendo...
Ele prometeu mais uma vez que ligaria. 3 dias, uma semana, quinze dias. Ela entendeu o recado...não ela não entendia, não queria entender
- Mas poxa, ele me chamou de minha querida. MINHA!!!, dizia soluçando para a amiga...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Por que escrevemos?

Lembro do meu diário lilás, com um pequeno cadeado inseguro. Sim, não era nada complicado desvendar os mistérios daquela mocinha...bastava um pequeno torção naquele aparato frágil...aquelas folhas rabiscadas, desenhadas, caprichadas por uma letra desenhada e infantil. Aquelas lágrimas que secaram nas páginas decoradas. Era como se meu coração ocupasse cada espaço, cada linha daquele caderninho. Era assim que sentia. É assim que sinto até hoje. Cada letra digitada, cada sonho emoldurado em frase, é meu coração que está aí. Um coração destemido, mas também desconfiado...um coração frágil, mas corajoso...um coração triste e feliz...
Escrever é transpor o sentimento...é quebrar a barreira do falar...é soltar o grito preso na garganta. Tantas vezes desejei o discurso inflamado, o dom da oratória, a graça de fazer rir...mas escrever me permite errar, consertar e acima de tudo registrar palavras que quando simplesmente ditas são levadas como folhas pelo vento.