O poder da vírgula
Lembro bem dos tempos da escola, das aulas de redação e da dificuldade com as vírgulas. Uma dificuldade que persiste, diga-se de passagem. A vírgula quando não empregada corretamente é um perigo tremendo. Não sou especialista no assunto e nem pretendo discutir regras que não levariam a nada, o que realmente quero é discutir o impacto que esse sinalzinho tem na nossa vida. Nas séries iniciais lembro da professora dizendo “usem a vírgula nas pausas, quando vocês estiverem cansados da leitura” e essa “regrinha básica” era utilizada por todas as educadoras primárias. Na faculdade, lembro da professora comentando “use frases curtas, evite o máximo as vírgulas, isso torna o texto cansativo”. No cursinho preparatório, o professor enloquecia: “Esqueçam tudo o que ouviram falar sobre vírgulas. Não há regras, há bom senso!!!!”. E a saga tornava-se interminável. Até pensei em criar minhas próprias regras, mas há de se convir que bateria de frente com tudo o que já foi cultuado a respeito. Então decidi assumir que não sei usar vírgulas de uma maneira 100% correta, mas tento fazer meus textos, diálogos, monólogos da melhor maneira possível e compreensível. E assim é com a vida. Por vezes, utilizamos de tantas vírgulas que nosso viver parece estar condicionado a inúmeras e repetidas pausas, como aquele carro enguiçado que não anda, exceto por aquele empurrão. Usamos as vírgulas da vida como um tempo que demora a passar, que finge resolver um problema quando simplesmente fugimos dele. E usamos as vírgulas da vida quando fingimos não ver ou ouvir o que está ao nosso redor, para simplesmente ignorarmos que a vida não tem qualquer outro ponto, a não ser as suas reticências ...
Lembro bem dos tempos da escola, das aulas de redação e da dificuldade com as vírgulas. Uma dificuldade que persiste, diga-se de passagem. A vírgula quando não empregada corretamente é um perigo tremendo. Não sou especialista no assunto e nem pretendo discutir regras que não levariam a nada, o que realmente quero é discutir o impacto que esse sinalzinho tem na nossa vida. Nas séries iniciais lembro da professora dizendo “usem a vírgula nas pausas, quando vocês estiverem cansados da leitura” e essa “regrinha básica” era utilizada por todas as educadoras primárias. Na faculdade, lembro da professora comentando “use frases curtas, evite o máximo as vírgulas, isso torna o texto cansativo”. No cursinho preparatório, o professor enloquecia: “Esqueçam tudo o que ouviram falar sobre vírgulas. Não há regras, há bom senso!!!!”. E a saga tornava-se interminável. Até pensei em criar minhas próprias regras, mas há de se convir que bateria de frente com tudo o que já foi cultuado a respeito. Então decidi assumir que não sei usar vírgulas de uma maneira 100% correta, mas tento fazer meus textos, diálogos, monólogos da melhor maneira possível e compreensível. E assim é com a vida. Por vezes, utilizamos de tantas vírgulas que nosso viver parece estar condicionado a inúmeras e repetidas pausas, como aquele carro enguiçado que não anda, exceto por aquele empurrão. Usamos as vírgulas da vida como um tempo que demora a passar, que finge resolver um problema quando simplesmente fugimos dele. E usamos as vírgulas da vida quando fingimos não ver ou ouvir o que está ao nosso redor, para simplesmente ignorarmos que a vida não tem qualquer outro ponto, a não ser as suas reticências ...
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