A vida sem TV
Ligada às tecnologias, sempre me perguntava como era possível alguém, um dia, ter vivido, sem energia elétrica, TV ou internet. Realmente, energia elétrica e internet para mim são fundamentais, até porque ainda não me animei a fazer o teste do “deixa elas pra lá”, mas TV tem sido uma inconstante na minha vida. Não porque eu tenha feito alguma promessa do tipo “se eu ganhar na mega, paro de assistir TV’, até porque não seria nenhum sacrifício, estaria ocupada demais torrando meu dinheiro. Longe de qualquer dívida ou promessa, aos poucos fui desligando ela da minha vida. Chegar em casa cansada do trabalho foi um dos motivos principais. Tomar banho, jantar, estudar e organizar minhas coisas pessoais consomem muito do meu tempo. Outro motivo é a programação. Não tenho mais ânimo de ouvir falar em tanta roubalheira, tragédia, desastre e guerra. Tudo bem que é o que acontece no momento, mas estou na vibe de para o mundo que quero descer. Isso tem me feito um ser desconexo com as novidades, mas um tanto mais feliz. Por exemplo, quando me perguntaram se estava acompanhando o Egito, logo indaguei “hã, Egito? Onde?”. Até mesmo o 11 de setembro soou para mim como grande novidade, quando cheguei na faculdade e todos sabiam do ocorrido, menos eu. Nessa época o que eu fiz foi chegar em casa e correr para a televisão. Mas hoje, sinceramente, eu cansei. Dane-se se estou uma alienada televisiva. Dane-se se não estou sabendo de tudo o que se passa, prefiro ficar conhecedora dos fatos, assim, de relance. Pelo menos até eu não mudar de ideia.
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