Meus dias de intolerância zero...
Confesso que, por muitas vezes, quis abandonar meu estereótipo “familiar” de intolerante. E tentei e continuo tentando. A verdade é que “nos dias que eu não estou boa” sai de perto. Existem coisas que me deixam, digamos, possuídas: desrespeito, traição, mesquinharia e “coitadice”.
Quando julgo desrespeito conjugo com falsidade. Falsas, para mim, são pessoas desrespeitosas (e tenho dito). Ninguém tem obrigação de gostar de mim ou de quem quer que seja, mas ninguém tem o direito de prejudicar-me por isso (assim tão de graça). Lembram do texto que escrevi sobre a relação de amor e ódio que sinto por algumas pessoas? Sim, eu não gosto de todo mundo, mas minhas ameaças e meus desejos de maldade só povoam meus pensamentos. Afinal, ninguém consegue ter pensamento bonzinho sobre quem não gosta. Mas fazer o mal, assim, eu não faria.
Traição segue a linha do “ninguém tem obrigação de gostar de mim” e trair uma relação amorosa, família ou amizade não está com nada. A vantagem de ser honesto com os demais é a mesma vantagem de ser honesto com os próprios sentimentos e noites bem dormidas, com a consciência tranquilinha, tranquilinha. Porque, não adianta, quer queira ou não, o cara do mal sempre apanha no final.
Alguns possuem mais, outros menos, mas viver feliz e aproveitar algumas regalias não faz mal a ninguém, basta equilibrar as coisas. Aqui está o repúdio à “coitadice” Não gosto quando os que vivem bem, não necessariamente com muita grana, abusam da mesquinharia, esquecendo que outros dispõem de tão pouco ou quase nada. Quando se aproveitam de benefícios em detrimento de outrem, quando simulam suas decadências em desrespeito àqueles que realmente necessitam.
Tudo bem, tudo bem, repúdio à minha intolerância, mas, queridos, reconheçam, sempre foi por uma boa causa e prometo me esforçar para bani – la da minha listinha de defeitos.
Há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude. (Edmund Burke)
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