quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aquela sensação que só o Natal traz...

Nunca tive grandes comemorações natalinas na maior parte da minha vida. Mas, lembro da árvore enfeitada na sala. Da estradinha de milho que meu pai fazia para o papai Noel encontrar o caminho para a entrega dos presentes. Lembro ainda dos doces entregues pelo Noel às crianças da minha rua e que eu “inocentemente” roubei. Lembro dos almoços natalinos na casa do avô que substituam as tradicionais ceias. Lembro ainda da boneca Estrela, da bicicleta amarela, da maquininha de fazer tricô. Muito mais que isso, lembro das noites tristes em que comemorávamos o Natal na nossa pequena família, quando no fundo queria todos tios, primos e avós presentes. Lembro da noite que dormi cedo pro Natal acabar logo ou do dia que espiei os vizinhos pela janela enquanto comemoravam a data. O fato é que apesar da solidão, do choro escondido, da desilusão em descobrir que papai Noel não existia, eu sempre esperei pelo Natal. Por que esperar era muito melhor que comemorar. Por que a preparação era tão mais viva, colorida e alegre que a noite natalina. Por que esperar me fazia desejar uma noite cheia de gente e de festa, cheia de conversas paralelas e de tititi, cheia de brincadeiras e de surpresas, cheia de abraços e beijinhos. Mas quando o dia esperado chegava, chegava também a realidade que tudo aquilo era só mais um sonho que nem Noel conseguiu realizar.

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